Vale a pena comprar, vender ou manter ações da Exxon Mobil em janeiro de 2026?
Destaque do Investidor em Ações de Petróleo em Meio a Mudanças Geopolíticas
As ações de petróleo voltaram a atrair a atenção dos investidores nesta semana após eventos geopolíticos significativos: os Estados Unidos detiveram o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Este desdobramento gerou especulações de que empresas petrolíferas americanas poderiam ser fundamentais para revitalizar o setor energético da Venezuela, que foi negligenciado por anos. As ações das principais empresas de energia dos EUA, incluindo a Exxon Mobil (XOM), dispararam, pois o mercado antecipa a reabertura das vastas reservas de petróleo cru da Venezuela, que sofreram anos de investimentos limitados e sanções.
Com esses fatores em evolução na Venezuela e tendências mais amplas do setor em jogo, será que agora é o momento certo para considerar as ações da XOM? Vamos analisar mais profundamente.
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Exxon Mobil: Visão Geral da Empresa
A Exxon Mobil é reconhecida como uma das maiores corporações de energia integradas do mundo, atuando na descoberta, extração, refino e distribuição de petróleo, gás natural e produtos petroquímicos mundialmente. Sediada em Spring, Texas, a empresa opera por meio de divisões-chave como upstream, downstream e químicos, e está investindo cada vez mais em tecnologias de menor emissão e soluções energéticas inovadoras. Com valor de mercado de US$ 499 bilhões, a Exxon Mobil é reconhecida como uma força dominante no setor de energia.
No último ano, o preço das ações da Exxon Mobil refletiu tanto a natureza cíclica dos mercados de energia quanto o impacto de recentes eventos geopolíticos. No início de 2026, após a captura do presidente da Venezuela pelos EUA, as ações de energia — incluindo Exxon — passaram por uma valorização significativa. Este evento foi visto pelos investidores como uma possível oportunidade para as gigantes americanas do petróleo voltarem ao mercado venezuelano.
Nos dias seguintes ao anúncio, as ações da XOM subiram acentuadamente, atingindo um novo pico de 52 semanas em US$ 125,93 em 5 de janeiro. No último ano, o papel apresentou um ganho de 15%.
Esse chamado “efeito Venezuela” mudou o sentimento dos investidores, posicionando as ações de energia como ativos estratégicos dentro do panorama geopolítico mais amplo, mesmo com os preços do petróleo permanecendo relativamente estáveis.
Indústria Petrolífera da Venezuela: Oportunidades e Desafios
Apesar de possuir as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo — mais de 300 bilhões de barris —, a Venezuela atualmente responde por menos de 1% da produção global de petróleo. Anos de má gestão, falta de investimento e sanções dos EUA resultaram em uma queda dramática na produção e deixaram a infraestrutura energética do país em situação precária.
Embora alguns especialistas do setor estimem que revitalizar o setor petrolífero venezuelano possa exigir mais de US$ 100 bilhões e uma década de trabalho, analistas do J.P. Morgan sugerem que a produção poderia subir para entre 1,3 e 1,4 milhão de barris por dia em dois anos, caso haja uma transição política. As grandes petrolíferas americanas como a Exxon Mobil são vistas como prováveis participantes, especialmente diante da demanda pelo petróleo pesado da Venezuela.
Atualmente, a XOM é negociada com uma avaliação acima de seus pares do setor, com uma relação preço/lucro futura de 17.
Resultados Financeiros do 3º Trimestre de 2025 da Exxon Mobil
Em 31 de outubro, a Exxon Mobil divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2025, apresentando um lucro ajustado por ação (EPS) de US$ 1,88. Esse valor superou levemente as expectativas dos analistas, mas ficou abaixo dos US$ 1,92 do mesmo trimestre de 2024.
A empresa gerou cerca de US$ 85,3 bilhões em receita no trimestre, uma queda em relação aos US$ 90 bilhões de um ano antes. No entanto, a produção equivalente de petróleo no acumulado do ano aumentou para 4,7 milhões de barris por dia, com produção recorde na Bacia do Permian (quase 1,7 milhão de boepd) e na Guiana (mais de 700.000 boepd).
A Exxon Mobil manteve forte geração de caixa, com US$ 14,8 bilhões em fluxo de caixa operacional e US$ 6,3 bilhões em fluxo de caixa livre, embora este último tenha sido inferior ao do ano anterior. A empresa retornou US$ 9,4 bilhões aos acionistas através de US$ 4,2 bilhões em dividendos e US$ 5,1 bilhões em recompra de ações, reforçando seu compromisso com o retorno aos acionistas.
Além disso, a Exxon reafirmou que seus investimentos de capital para o ano completo de 2025 ficarão ligeiramente abaixo do limite inferior da estimativa de US$ 27–29 bilhões, refletindo gastos prudentes e reduções contínuas de custos estruturais, que devem superar US$ 18 bilhões acumulados até 2030.
Analistas esperam que o EPS da Exxon caia 11% ano a ano para US$ 6,92 no ano fiscal de 2025, seguido de um modesto aumento de 2% para US$ 7,06 em 2026.
Perspectiva dos Analistas para as Ações da Exxon Mobil
No último mês, o UBS reiterou sua classificação de “Compra” e fixou um preço-alvo de US$ 145 após a atualização corporativa da Exxon. O TD Cowen também elevou sua meta para US$ 135, de US$ 128, mantendo a recomendação de “Compra” e destacando as perspectivas de melhoria nos lucros e no fluxo de caixa no longo prazo.
Atualmente, a Exxon Mobil possui uma classificação consensual de “Compra Moderada”. Dos 27 analistas que cobrem o papel, 14 recomendam “Compra Firme”, um sugere “Compra Moderada”, 11 atribuem “Manutenção” e um recomenda “Venda Firme”.
O preço-alvo médio dos analistas para a XOM é de US$ 131,35, indicando um potencial de valorização de 7%. O maior preço-alvo em Wall Street é de US$ 158, o que representaria um possível ganho de 28% em relação aos níveis atuais.
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