À medida que 2026 se aproxima, o Bitcoin enfrenta desafios para encontrar uma direção clara. Existe uma divisão significativa de opiniões entre gestores de fundos globais influentes, empresas de cripto e plataformas de análise on-chain. Enquanto alguns preveem novos recordes no horizonte, outros acreditam que o mercado de baixa ainda não terminou. A queda do Bitcoin no final de 2025 levou à reconsideração das narrativas clássicas do ciclo de quatro anos. Este cenário complexo aumenta as sensibilidades em torno das expectativas dos investidores para 2026.
Bitcoin navega por terreno incerto com a aproximação de 2026
Otimismo Institucional: Novas Máximas no Horizonte?
No grupo otimista, nomes de destaque como VanEck, Bitwise, Grayscale, Bernstein e Coinbase mantêm-se firmes. Eles sugerem que o Bitcoin pode testemunhar uma forte recuperação em 2026, potencialmente atingindo novas máximas históricas em torno de US$150.000. Apesar do Bitcoin ter encerrado 2025 no vermelho, Bitwise e VanEck enfatizam a possibilidade de que a teoria do ciclo de quatro anos pode não ter mais relevância.
Essa perspectiva sugere que o Bitcoin pode agora se mover mais em sintonia com os mercados de ações dos EUA. Em particular, uma tendência positiva em ações de tecnologia poderia elevar os preços do BTC. Nesse cenário, um mercado de baixa tradicional severo pode não ocorrer, ou seu impacto pode ser limitado. Matthew Sigel, chefe de pesquisa de ativos digitais da VanEck, argumenta que o indicador Relative Unrealized Profit (RUP) ainda não está em níveis perigosos e o ciclo de mercado não atingiu o pico.
O Campo dos Ursos e os Dados On-Chain
No entanto, nem todos compartilham esse otimismo. Jurrien Timmer, diretor de macro global da Fidelity, é cauteloso quanto à ideia de que os mercados de baixa terminaram. Segundo Timmer, um limiar crítico para o Bitcoin é o nível de US$65.000, com risco de recuar para US$45.000 se esse patamar for rompido. Ele sugere que o Bitcoin pode operar de forma lateral por um ano, ganhando força para uma nova tentativa de alta.
Os dados on-chain também apoiam essa postura cautelosa. De acordo com dados da CryptoQuant, o Bitcoin ficou abaixo de sua média móvel de um ano em novembro de 2025, entrando em um mercado de baixa. Ki Young Ju, fundador da empresa, destaca que a desaceleração no indicador Realized Market Value (Realized Cap) é reminiscentes de períodos de baixa anteriores. Isso é visto como um risco potencial que pode enfraquecer previsões otimistas para 2026.
Além disso, a desaceleração do fluxo de entrada nos ETFs spot de Bitcoin nos EUA complica ainda mais a incerteza do mercado. A recente diminuição nos fluxos líquidos dos ETFs sugere que a demanda institucional permanece cautelosa no curto prazo, o que pode pressionar os preços.
Em conclusão, a trajetória do Bitcoin em direção a 2026 parece mais dependente das condições macroeconômicas e dos comportamentos institucionais do que dos ciclos clássicos. De um lado estão jogadores fortes que acreditam em novas máximas, enquanto os dados on-chain alertam para cautela. Essa configuração indica que a alta volatilidade pode ser inevitável no próximo período, e os investidores não devem confiar em um único cenário.
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