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Uma ex-líder da CFTC afirma que anos de testes institucionais com cripto estão prestes a se transformar em adoção real em 2026.
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Clareza regulatória – e não a movimentação de preços – está emergindo como o gatilho principal para a entrada de grandes instituições em cripto.
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Conformidade, governança e infraestrutura confiável podem decidir quais empresas de cripto sobreviverão à próxima fase.
O setor cripto passou anos à beira da adoção institucional. Segundo Caroline D. Pham, ex-presidente interina da CFTC, esse período de espera está quase no fim.
Falando diretamente da Bolsa de Valores de Nova York no Taking Stock, Pham disse que 2026 marcará o momento em que cripto, tokenização e blockchain passarão dos testes para o uso institucional em larga escala.
“O aumento da adoção institucional em cripto e tecnologia blockchain para 2026” dependerá de empresas que consigam “escalar de forma responsável e estar em conformidade – especialmente com KYC, AML e outras proteções importantes,” afirmou.
As Instituições Vêm se Preparando para Este Momento
Pham, que recentemente fez a transição para o setor privado como CLO da Moonpay, contestou a ideia de que Wall Street é novata em cripto. Ela afirmou que grandes instituições financeiras vêm trabalhando nos bastidores há quase uma década.
“As instituições vêm trabalhando com tecnologia blockchain, tokenização e cripto como classe de ativos desde pelo menos 2017 – às vezes até 2016,” explicou, referindo-se a anos de pilotos e testes internos em bancos, gestores de ativos e bolsas.
O que as impediu não foi a falta de interesse, mas a incerteza.
Clareza Regulatória Mudou o Cronograma
Segundo Pham, essa incerteza começou a diminuir no último ano, à medida que reguladores dos EUA passaram a enviar sinais mais claros.
Ela citou o Relatório Cripto da Casa Branca, o “Crypto Sprint” da CFTC e o “Project Crypto” da SEC como passos importantes que ajudaram a alinhar o cripto às regras de mercado existentes.
“As regras são neutras em relação à tecnologia,” disse Pham. “É apenas um formato diferente – do papel para o eletrônico e agora para o digital.”
Em outras palavras, cripto não precisa de um novo conjunto de regras. Precisa que o antigo seja aplicado corretamente.
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Conformidade Decidirá Quem Vence
Pham foi clara sobre o que separa as empresas cripto que escalam daquelas que enfrentam dificuldades.
“Vencerão aquelas que sabem como estar em conformidade regulatória... e que sabem ser parceiras de infraestrutura confiável para instituições reguladas,” afirmou.
Governança, controles de risco e estruturas legais existentes importam mais do que velocidade ou hype.
Por Que 2026 É Sobre Escolha
Olhando para o futuro, Pham disse que as instituições terão múltiplos caminhos para entrar em cripto, ao invés de um único modelo obrigatório.
Desde bolsas de futuros até plataformas de valores mobiliários e estruturas em nível estadual, 2026 será sobre “escolha e acesso aos mercados.”
Após anos de preparação, o cripto institucional veio para ficar.
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Perguntas Frequentes
Exchanges, emissores de stablecoin, custodians e plataformas de tokenização são as mais impactadas, pois interagem diretamente com bancos e gestores de ativos.
Risco operacional, diferenças regulatórias entre países e ações de fiscalização podem atrasar as implementações. As instituições avançam com cautela quando capital real está em jogo.
Órgãos como a SEC e CFTC devem esclarecer os limites de fiscalização enquanto o Congresso debate legislações de ativos digitais de longo prazo. O ritmo irá moldar a estrutura do mercado.
