Apenas 17 anos após Hal Finney digitar "Running bitcoin" no X, Michael Saylor postou exatamente a mesma frase.
A data não foi apenas um palpite. Em 11 de janeiro de 2009, Finney enviou o primeiro tweet confirmando que o Bitcoin estava funcionando. Em 10 de janeiro de 2026, Saylor fez uma homenagem quase perfeita de aniversário — simples e calculada — enquanto a empresa que ele lidera detém um dos maiores tesouros de Bitcoin do mundo.
A Strategy, anteriormente conhecida como MicroStrategy, possui 673.783 BTC, que compraram em média por $75.024. Aos preços atuais, essa participação vale mais de $61,16 bilhões — um ganho não realizado de 20,98%.
Ainda assim, as ações da MSTR continuam sendo negociadas bem abaixo de seu valor patrimonial líquido, com um múltiplo básico de NAV de 0,739 e um NAV diluído de 0,823. Essa diferença deixa bilhões em exposição não precificada, mesmo após cinco anos de acumulação consistente.
A mensagem também chega em um momento em que há muito interesse novamente no papel do Bitcoin no mundo financeiro. Embora agora existam ETFs à vista, a empresa de Saylor continua operando como um proxy de BTC de alta alavancagem — sem recursos de resgate, sem compressão de taxas e sem desvio estratégico.
Rodando Bitcoin em 2026
O valor empresarial da empresa atualmente reflete pouco menos de 96% de suas reservas de BTC, sugerindo que investidores institucionais ainda relutam em valorizar a Strategy no mesmo patamar de seu principal ativo.
Em 2009, "rodar o Bitcoin" significava instalar o software em sua própria máquina e conectá-lo a uma rede com mais algumas pessoas. Em 2026, agora descreve uma empresa de capital aberto que detém mais de 3% do suprimento total de Bitcoin — sem hedge, sem plano de fuga e sem desculpas.
Saylor não explicou seu tweet — a data falou por si.



