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Grupo criminoso praticava golpe do falso investimento e tinha conexões com operadores no Camboja, no Sudeste Asiático

Grupo criminoso praticava golpe do falso investimento e tinha conexões com operadores no Camboja, no Sudeste Asiático

cnnbrasilcnnbrasil2026/01/13 13:36
Por:cnnbrasil

Uma organização criminosa, especializada em golpes de falsos investimentos que causou prejuízos milionários, é alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (13). Três pessoas foram presas até o momento.

Pelo menos 40 vítimas em todo o Brasil teriam sido lesadas pelos criminosos. Apenas uma delas, do Rio Grande do Sul, teve prejuízo superior a R$ 4,3 milhões, segundo a Polícia Civil.

Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridas em São Paulo e Goiás. Conforme a Polícia, os idealizadores do esquema, que são de Goiás, contrataram operadores com a experiência desejada em São Paulo e no Camboja, no sudeste da Ásia, para que o golpe funcionasse e fosse altamente lucrativo.

Dentre as ordens judiciais, foram deferidas prisões preventivas contra cinco investigados como integrantes dos núcleos operacionais da organização criminosa.

A investigação apontou que o suspeito de ser autor intelectual do crime se apresenta como empresário do ramo digital, de Goiás, e ostenta uma vida de luxo nas redes sociais.

Outro investigado, conforme a polícia, é um chinês, morador de São Paulo, responsável por habilitar as linhas telefônicas utilizadas nos golpes virtuais. O suspeito habilitava números nacionais e, com estes, habilitava contas de aplicativos de mensagens, que eram operadas por golpistas do Camboja. Há suspeitas de que ele forneça números para outros golpistas em todo o mundo.

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    Como funcionava o esquema

    As investigações tiveram início após uma das vítimas denunciar o caso. Segundo ela, o grupo se apresentava como uma empresa de consultoria especializada em investimentos. O primeiro contato ocorreu por meio de um anúncio patrocinado em uma rede social, que prometia alta rentabilidade em operações no mercado de ações.

    A vítima foi direcionada a um grupo de aplicativo de mensagens, onde supostos investidores experientes e professores compartilhavam dicas de investimentos. Entre eles, estaria um professor de investimentos norte-americano. Conforme a Polícia Civil, o suposto professor era fruto de inteligência artificial.

    Inicialmente, os criminosos teriam fornecido orientações legítimas sobre ações negociadas em plataformas nacionais, gerando ganhos reais e conquistando a confiança da vítima. Depois, teriam induzido a migração para operações com criptomoedas, direcionando a vítima a uma plataforma fraudulenta de investimentos.

    “O capital da vítima era aportado, via transferências pix, para contas de diversas empresas e, na sequência, supostamente convertido em criptoativos na plataforma dos golpistas, cujos saldos e lucros eram artificialmente inflados para encorajar novos aportes. Após ciclos de lucro fictício, perdas súbitas e inexplicadas ocorriam, sempre atribuídas a supostos erros operacionais da própria vítima”, explicou a delegada Isadora Galian.

    A fim de reaver os valores, a vítima então era manipulada a realizar novos depósitos, com promessas de rentabilidade que chegavam a 6.000%. No total, em menos de um mês, em maio de 2025, a vítima transferiu mais de R$ 4,3 milhões aos criminosos.

    Para a lavagem do dinheiro, a polícia explicou que o grupo utilizava empresas de fachada. Uma única empresa, por exemplo, teria movimentado mais de R$ 2,2 milhões em menos de um mês. Os valores eram rapidamente convertidos em criptomoedas e transferidas para terceiros, dificultando o rastreamento. A investigação identificou transferências superiores a R$ 7 milhões para compra de criptoativos em um único dia.

    Durante a operação, a Polícia Civil também realizou o bloqueio de contas de 85 pessoas físicas e jurídicas, sequestro de veículos, além do bloqueio de carteiras de criptoativos. Milhares de chips de telefonia, celulares, computadores e veículos de luxo foram apreendidos.

    Os suspeitos estão sendo investigados pela prática de estelionato com fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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