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Se o ouro voltar a ser precificado como moeda: seu valor não seria 5.000, mas sim 184.000 dólares

Se o ouro voltar a ser precificado como moeda: seu valor não seria 5.000, mas sim 184.000 dólares

金十数据金十数据2026/01/14 05:38
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Por:金十数据

À medida que o preço do ouro se aproxima rapidamente de um inimaginável valor de US$ 5.000 por onça, os analistas de renda fixa da VanEck apontam que, se o ouro tivesse que dar suporte às moedas já em circulação, seu preço real seria vários níveis de magnitude mais alto — sendo que algumas das moedas das economias mais desenvolvidas do mundo correm maior risco, enquanto países como Rússia e Cazaquistão poderiam facilmente adotar o padrão-ouro já amanhã.

“Qual é o ‘verdadeiro’ preço do ouro?” pergunta a equipe de títulos de mercados emergentes da VanEck em uma análise recente. “Não o preço que você vê hoje na tela, mas o preço se o ouro voltasse a ser o padrão global de reservas.” Os bancos centrais estão comprando ouro a um ritmo recorde, enquanto pairam no mercado dúvidas sobre quanto tempo mais a dominância do dólar irá perdurar.

Dado o recente disparo do preço do ouro por conta de seu papel como ativo de reserva, os analistas acreditam que essa questão já deveria ter sido levantada há tempos.

Se o ouro voltar a ser precificado como moeda: seu valor não seria 5.000, mas sim 184.000 dólares image 0 A participação do dólar nas reservas globais está diminuindo

Os analistas afirmam que esse cenário levanta uma questão fundamental: Se o ouro tivesse que dar suporte à oferta monetária global, qual seria o seu preço?

“Durante a maior parte da história financeira moderna, essa não foi uma questão hipotética”, eles apontam. “No clássico padrão-ouro, o papel-moeda era apenas um recibo para retirada do ouro físico depositado no cofre. Essa ligação foi totalmente cortada em 1971, e o mundo passou a um sistema de moeda ‘fiduciária’, sustentado apenas por decreto governamental.”

Os analistas da VanEck levantam essa questão hoje não porque acreditam que o padrão-ouro irá retornar amanhã, mas porque isso serve como o que eles chamam de teste último de solvência. “Ao calcular o preço que o ouro teria que atingir para dar suporte à atual oferta monetária, podemos ver quanto papel-moeda foi impresso em relação ao ativo físico sólido que sustentava tudo.”

Para encontrar esse “preço de reserva” implícito do ouro, eles empregaram um cálculo relativamente simples: dividir os passivos monetários pela quantidade conhecida de reservas oficiais de ouro.

Os analistas utilizaram duas definições específicas de moeda em seus cálculos, pois “a definição de ‘moeda’ se expande constantemente em períodos de crise”.

Primeiro, eles calcularam o M0, ou base monetária. “Isso é o dinheiro em circulação mais as reservas bancárias”, dizem. “Em uma típica corrida bancária, é essa moeda que as pessoas exigem para saque.”

A segunda categoria é o M2, ou moeda ampliada. “Isso inclui depósitos de poupança e fundos do mercado monetário”, escrevem os analistas. “Em crises financeiras modernas, como em 2008 ou 2020, é essa liquidez mais ampla que o sistema tenta proteger.”

Quando eles calcularam o preço implícito do ouro com base nos passivos monetários dos principais bancos centrais do mundo (ponderados por sua participação no volume diário de transações cambiais), as avaliações obtidas foram impressionantes.

“Se o ouro tivesse que dar suporte ao M0 (base monetária), seu preço de negociação teria que chegar a US$ 39.210 por onça,” dizem os analistas. “Se o ouro tivesse que dar suporte ao M2 (moeda ampliada), seu preço de negociação teria que chegar a US$ 184.211 por onça. Esses números representam o preço necessário para ‘cobrir’ os passivos monetários em aberto no cenário em que o ouro volte a ser o principal ativo de reserva.”

Os analistas da VanEck alertam que, embora esses dois números representem uma média global, eles não refletem as enormes diferenças entre os países. “A proporção de moeda impressa em relação ao ouro detido revela quais países estão excessivamente alavancados e quais são considerados seguros”, afirmam.

Os países mais alavancados incluem algumas das economias mais desenvolvidas do mundo, como Reino Unido e Japão, que já imprimiram enormes quantidades de moeda em relação ao ouro oficial que possuem. “Em um cenário de redefinição, suas moedas estariam sob a maior pressão”, escrevem. “Por exemplo, o preço implícito do ouro correspondente ao M2 do Japão é de cerca de US$ 301.000 por onça, enquanto o do Reino Unido é de cerca de US$ 428.000 por onça.”

O grupo base da VanEck inclui os Estados Unidos e a zona do euro. “O preço implícito correspondente ao M2 dos EUA é de cerca de US$ 85.000, enquanto o da zona do euro é de cerca de US$ 53.000,” destacam os analistas.

O terceiro grupo — países solventes — inclui aquelas economias emergentes que possuem grandes reservas de ouro em relação às suas quantidades de M0 e M1. “Mercados emergentes como Rússia e Cazaquistão, pode-se dizer, têm ouro suficiente para dar suporte à sua oferta monetária com avaliações muito mais baixas”, dizem. “Isso destaca uma mudança, ou seja, alguns mercados emergentes estão se tornando mais defensivos fiscalmente do que países desenvolvidos.”

A VanEck escreve que esses cálculos em 2026 estão longe de ser meramente teóricos, pois o mundo entrou de forma clara em uma era dominada pelo fiscal.

“Os mercados desenvolvidos estão lutando para lidar com elevados níveis de dívida pública, forçando os bancos centrais a ‘imprimir’ mais moeda para manter a liquidez do sistema”, afirmam. “À medida que a pilha de papel-moeda se aproxima do infinito, teoricamente, o valor do ouro — um ativo limitado — deve subir para acompanhar esse movimento.”

A equipe de títulos de mercados emergentes ressalta com cautela que não espera que o dólar “perca repentinamente seu status de moeda de reserva”. Ao contrário, eles acreditam que haverá um processo de evolução gradual, “em direção a um mundo multipolar, onde o dólar dividirá esse papel com o ouro e títulos de mercados emergentes fiscalmente disciplinados.”

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