BP revela prejuízo de £3,7 bilhões devido à falha na transição para zero emissões líquidas
A Mudança da BP para Energia Verde Resulta em Grandes Prejuízos Financeiros
A BP está prestes a registrar um encargo financeiro de US$ 5 bilhões (£3,7 bilhões) após sua tentativa de transição para emissões líquidas zero não ter tido o sucesso planejado.
A gigante de energia divulgou esta baixa significativa em uma recente atualização comercial, o que levou a uma queda de até 1% no preço de suas ações durante as primeiras horas de negociação do mercado.
De acordo com a BP, essas perdas estão principalmente ligadas às suas divisões de gás e energia de baixo carbono.
Este anúncio segue a decisão da BP de reduzir suas ambições caras de emissões líquidas zero, uma medida influenciada pela pressão dos acionistas para reconsiderar sua estratégia.
Contexto: Uma Reviravolta Estratégica
Em 2020, o então CEO Bernard Looney apresentou um plano ousado para cortar a produção de petróleo da BP em 40% e alcançar emissões líquidas zero de carbono até 2050, diferenciando a empresa de seus concorrentes.
No entanto, essa transição para energia renovável não trouxe os resultados esperados, e o desempenho das ações da BP ficou atrás de seus pares. Desde a saída de Looney em 2023, a empresa tem se afastado gradualmente de sua visão.
Redução dos Investimentos Verdes
A BP cancelou planos para instalações de biocombustíveis em Roterdã e Lingen, vendeu dez parques eólicos terrestres nos Estados Unidos, suspendeu investimentos em energia eólica offshore e anunciou intenções de se desfazer da maior parte de sua participação na empresa solar Lightsource.
Além disso, a BP se retirou de projetos planejados de hidrogênio no Reino Unido.
Maurizio Carulli, analista de energia da Quilter Cheviot, descreveu essas baixas como consequência do anterior e controverso avanço da BP em energias renováveis.
Mudanças na Liderança e Nova Direção
No mês passado, a BP removeu inesperadamente Murray Auchincloss da posição de CEO após menos de dois anos, nomeando Meg O’Neill como a primeira mulher a ocupar o cargo máximo da empresa.
O’Neill é conhecida por sua postura firme em relação à política climática e traz ampla experiência de seu papel anterior na ExxonMobil. No início deste ano, ela criticou as gerações mais jovens por sua oposição ao setor de combustíveis fósseis, apontando o que considerou hipocrisia.
Sua liderança coincide com os esforços do novo presidente Albert Manifold para acelerar o retorno da BP ao foco em petróleo e conduzir uma reviravolta, após críticas de investidores ativistas como a Elliott Management sobre o ritmo das mudanças sob Auchincloss.
O’Neill se tornará a terceira CEO da BP em apenas dois anos e meio, quando assumir oficialmente o cargo em abril.
Perspectivas Financeiras e Condições de Mercado
A BP anunciou que espera registrar uma baixa contábil de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões relacionada aos seus negócios focados em transição.
Enquanto a empresa volta seu foco para os combustíveis fósseis, a BP e sua parceira do FTSE 100, Shell, ambas alertaram sobre resultados mais fracos no comércio de petróleo devido à queda dos preços do petróleo bruto no final do ano passado.
Em nota positiva, a BP informou novas reduções em sua dívida, com a dívida líquida caindo para entre US$ 22 bilhões e US$ 23 bilhões até o final do ano, abaixo dos US$ 26,1 bilhões registrados ao final de setembro.
Olhando para Frente
A BP está programada para divulgar seus resultados financeiros do quarto trimestre em 10 de fevereiro.
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