A BlackRock acabou de fechar 2025 com US$ 14,04 trilhões sob gestão. Esse é o maior valor já registrado pela empresa. Também é a primeira vez que um gestor de ativos ultrapassa a marca de US$ 14 trilhões.
Mas, enquanto esse número chamou atenção, o lucro na verdade caiu nos últimos três meses do ano devido a custos mais altos. A empresa obteve US$ 1,13 bilhão em lucro líquido, o que representa uma queda de 33% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em termos ajustados, a BlackRock lucrou US$ 13,16 por ação, superando a média das estimativas dos analistas de US$ 12,24. A empresa também informou que as taxas base, os encargos fixos de gestão não atrelados à performance, aumentaram 9% ano a ano, considerando os efeitos das oscilações do mercado.
O total de entradas líquidas no trimestre foi de US$ 268 bilhões, ficando abaixo da projeção de US$ 311,6 bilhões, mas ainda assim um número bastante elevado.
BlackRock aumenta dividendo e aprova mais recompra de ações
No acumulado do ano, o lucro operacional GAAP da BlackRock caiu 7%, e o lucro por ação diluído GAAP caiu 16%. Ambos os números foram impactados por despesas não monetárias ligadas a aquisições e a uma doação pontual.
Essas despesas não foram consideradas nos números ajustados. Sem elas, o lucro operacional saltou 18% e o lucro por ação diluído subiu 10%. O número total de ações diluídas no ano foi de 160,9 milhões, 6% acima de 2024.
O conselho aprovou um aumento de 10% no dividendo em dinheiro, agora fixado em US$ 5,73 por ação, com pagamento em 24 de março de 2026, para os acionistas registrados até 6 de março. Ao longo de 2025, a empresa devolveu US$ 5 bilhões aos acionistas.
Isso inclui US$ 1,6 bilhão em recompra de ações. O conselho também autorizou a recompra de mais 7 milhões de ações no futuro.
A receita do quarto trimestre atingiu US$ 7 bilhões, um aumento de 23% em relação ao quarto trimestre do ano passado. Mas o lucro operacional GAAP do trimestre foi de US$ 1,66 bilhão, uma queda de 20%. A margem operacional caiu de 36,6% para 23,7%.
Ainda assim, em termos ajustados, o lucro operacional foi de US$ 2,85 bilhões e a margem foi de 45%, praticamente igual ao ano passado.
ETFs e entradas em ações lideram US$ 341,7 bilhões líquidos no Q4
O total de entradas líquidas no trimestre foi de US$ 341,7 bilhões. Os fluxos de longo prazo representaram US$ 267,8 bilhões desse total. A gestão de caixa adicionou outros US$ 73,9 bilhões. No ano, o total de entradas líquidas alcançou US$ 698,3 bilhões. O AUM médio no trimestre foi de US$ 13,73 trilhões, um crescimento de 19% em relação ao ano anterior.
Os produtos de ações captaram o maior volume, com US$ 126 bilhões. Isso elevou o total de ativos em ações para US$ 7,79 trilhões. Renda fixa adicionou US$ 83,8 bilhões, chegando a US$ 3,27 trilhões. Multiativos captaram US$ 36,9 bilhões, agora com US$ 1,22 trilhão. Os mercados privados receberam US$ 12,7 bilhões em novos recursos, totalizando US$ 322,6 bilhões.
Alternativas líquidas ganharam US$ 2,9 bilhões. Já os ativos digitais perderam valor e encerraram em US$ 78,4 bilhões, abaixo dos US$ 104 bilhões anteriores. Produtos de commodities e moedas adicionaram US$ 5 bilhões, agora totalizando US$ 169,2 bilhões.
Por tipo de cliente, os ETFs dominaram o cenário de entradas, captando US$ 181,5 bilhões. Isso elevou o total de ativos em ETFs para US$ 5,47 trilhões. Investidores de varejo adicionaram US$ 81,8 bilhões, agora somando US$ 1,28 trilhão no total. Clientes institucionais adicionaram apenas US$ 4,6 bilhões. Dentro desse grupo, estratégias ativas captaram US$ 16,1 bilhões, enquanto estratégias de índice registraram saídas de US$ 11,6 bilhões.
No lado do estilo de investimento, fundos ativos captaram US$ 97,7 bilhões. Produtos de índice não-ETF perderam US$ 11,4 bilhões. Os ETFs foram novamente os grandes vencedores, com os mesmos US$ 181,5 bilhões em fluxos. Os ativos de longo prazo agora somam US$ 12,96 trilhões do total. Os outros US$ 1,08 trilhão vêm da gestão de caixa.
Por região, as Américas captaram US$ 190 bilhões, a EMEA teve US$ 86 bilhões, e a APAC registrou saídas líquidas de US$ 8 bilhões. No varejo, ações adicionaram US$ 15,2 bilhões, renda fixa captou US$ 37,6 bilhões e multiativos ganharam US$ 26 bilhões. Nos mercados privados e alternativas líquidas, os clientes de varejo adicionaram cerca de US$ 2,9 bilhões.
Entre os ETFs, fundos de ações receberam US$ 122,8 bilhões, e ETFs de renda fixa captaram US$ 51,9 bilhões. ETFs de ativos digitais tiveram US$ 579 milhões em novos fluxos. ETFs de commodities adicionaram US$ 5,1 bilhões. Para instituições, ações tiveram uma saída de US$ 4,3 bilhões, e renda fixa caiu US$ 2,1 bilhões. Multiativos adicionaram US$ 9,8 bilhões. Mercados privados e alternativas trouxeram um total combinado de US$ 12,7 bilhões, enquanto estratégias de índice perderam US$ 11,6 bilhões.
No total, a BlackRock adicionou US$ 341,7 bilhões em ativos durante o trimestre. Isso veio de novos recursos, valorização de mercado e um pequeno impacto cambial. Houve US$ 11,1 bilhões em realizações e US$ 17,7 bilhões em perdas cambiais. Ao somar tudo, o número final de ativos sob gestão ficou em US$ 14,04 trilhões, o maior da história de Larry Fink.
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