BP alerta para até US$ 5 bilhões em perdas relacionadas à transição energética
BP Enfrenta Baixas de Até US$ 5 Bilhões em Provisões no Quarto Trimestre
A BP Plc anunciou que pode registrar baixas contábeis de até US$ 5 bilhões no último trimestre do ano, um desenvolvimento que ocorre logo após uma mudança em sua liderança, enquanto a empresa busca melhorar sua situação financeira.
A companhia revelou que a maior parte dessas perdas por impairment está ligada às suas operações de gás e de baixo carbono, de acordo com um comunicado divulgado nesta quarta-feira, antes do anúncio de seus próximos resultados financeiros. A BP também indicou que o desempenho do trading de petróleo provavelmente continuará fraco pelo segundo trimestre consecutivo, com os níveis de produção previstos para permanecerem inalterados. Por outro lado, a empresa conseguiu reduzir sua dívida líquida.
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Essa atualização ocorre na esteira da inesperada saída de Murray Auchincloss, que vinha conduzindo a BP de volta ao foco em combustíveis fósseis após empreitadas malsucedidas em energia de baixo carbono e crescente pressão do investidor ativista Elliott Investment Management. O recém-nomeado presidente, Albert Manifold, citou a falta de progresso suficiente e escolheu Meg O’Neill, atual CEO da Woodside Energy Group Ltd., como sucessora de Auchincloss.
Sediada em Londres, a BP vem vendendo ativos que não são mais centrais em sua estratégia, utilizando os recursos para reduzir seu endividamento. No entanto, a combinação de resultados fracos no trading de petróleo e produção estagnada em meio a preços mais baixos do petróleo está tornando mais desafiador para a BP sustentar seu programa de recompra de ações.
Meg O’Neill assumirá a liderança em abril, herdando uma empresa que já iniciou esforços para revitalizar suas operações. No ano passado, a BP lançou vários novos projetos e, em dezembro, concordou em vender uma participação controladora no seu negócio de lubrificantes Castrol para a Stonepeak Partners, uma empresa de investimentos dos EUA — um movimento importante para cortar ainda mais a dívida e reestruturar a companhia.
Essas iniciativas de reestruturação ajudaram as ações da BP a quase igualarem o desempenho da Shell Plc entre as cinco maiores petrolíferas mundiais no ano passado, registrando um aumento de 10%. Os resultados do terceiro trimestre superaram as expectativas, em grande parte devido à maior produção de petróleo e gás.
No entanto, a recuperação da BP agora está ameaçada pela queda dos preços do petróleo, já que o mercado parece caminhar para um excesso de oferta. Embora tensões geopolíticas tenham dado algum suporte, o preço do Brent permaneceu abaixo do patamar de US$ 70 por barril, necessário para que a BP alcance suas metas de recuperação, mesmo diante das recentes instabilidades na Venezuela e no Irã.
Shell e Exxon Mobil Corp. também alertaram para um quarto trimestre mais desafiador.
(Informações adicionais incluídas. Uma versão anterior corrigiu a grafia do nome da nova CEO no terceiro parágrafo.)
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