China muda de estratégia mais uma vez: Qual é a melhor forma de abordar as ações da Nvidia durante a atual controvérsia sobre o H200?
Mudanças Globais de Política e o Dilema da Nvidia
A rivalidade contínua entre os Estados Unidos e a China, dois dos maiores gigantes econômicos do mundo, é marcada por mudanças frequentes e imprevisíveis nas políticas. Essa competição é especialmente evidente no setor de tecnologia, onde ambas as nações buscam superar uma à outra. No centro desse confronto está a Nvidia (NVDA), uma empresa sediada em Santa Clara, Califórnia. Antes conhecida principalmente por seus chips, a Nvidia tornou-se agora um ator significativo no cenário diplomático entre essas duas superpotências.
Importância Estratégica da Nvidia em IA
Os chips da Nvidia são reconhecidos como os mais avançados do mundo, servindo como a espinha dorsal do desenvolvimento de inteligência artificial globalmente. Consciente de sua dependência da Nvidia, a China vem se esforçando para cultivar sua própria indústria de semicondutores para reduzir a dependência da tecnologia americana. Apesar de alguns avanços, os chips produzidos na China ainda ficam atrás das ofertas da Nvidia, mesmo aquelas de gerações anteriores.
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Controles de Exportação e Reversões de Política
No ano passado, os Estados Unidos implementaram a Regra de Difusão de IA, restringindo a exportação dos chips H200 da Nvidia para a China, em um esforço para limitar o acesso chinês à tecnologia americana de ponta. Até meados de 2025, a Nvidia relatou vendas zero de chips de IA para a China—um mercado que anteriormente gerava quase US$ 20 bilhões em receita anual para a empresa.
Em outubro de 2025, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, declarou: “No momento, estamos 100% fora da China”, observando uma queda dramática de uma participação de mercado de 95% para absolutamente nenhuma.
No entanto, em dezembro de 2025, uma nova política foi introduzida pelo presidente Donald Trump, permitindo que a Nvidia retomasse as vendas dos chips H200 para a China sob certas condições, como o atendimento a requisitos de segurança e o pagamento de uma sobretaxa de 25% sobre a receita relacionada. Embora as ações da Nvidia tenham respondido positivamente, permaneceram dúvidas, especialmente com a imposição de novas regulamentações dentro de um mês, complicando o processo de venda dos chips H200 para a China.
Recentemente, o Bureau de Indústria e Segurança dos EUA formalizou exigências de licenciamento para exportação de chips avançados como o H200 para a China. Essas exigências incluem aprovações caso a caso para exportação, licenciamento rigoroso, garantia de que o hardware não ameaça os interesses dos EUA e limitação dos embarques para a China a no máximo metade das vendas domésticas dos mesmos produtos nos EUA. A sobretaxa de 25% permanece em vigor.
Resposta da China e Incerteza Persistente
A China, confiante em seu próprio desenvolvimento de chips, tornou-se supostamente mais cautelosa em importar chips H200 da Nvidia. As autoridades estariam elaborando regras para limitar o número de chips H200 permitidos no país e para especificar quais empresas podem importá-los. Em meio a essa incerteza, Jensen Huang enfatizou que apenas pedidos de compra confirmados indicariam uma demanda genuína da China.
Em essência, a Nvidia só deve considerar o mercado chinês ativo assim que receber compromissos reais de compra, momento em que poderá retomar o reporte de vendas na região.
Força Financeira da Nvidia em Meio às Tensões Geopolíticas
Apesar da ausência de vendas de chips de IA para a China desde meados de 2024, o desempenho financeiro da Nvidia permaneceu robusto, superando consistentemente as expectativas do mercado.
Na última década, a receita e o lucro da Nvidia cresceram a taxas anuais compostas de 44,06% e 66,66%, respectivamente. O terceiro trimestre de 2025 reforçou esse impulso, com a empresa superando as previsões de receita e lucro e alcançando taxas de crescimento anual acima de 50%.
Para o terceiro trimestre de 2025, a Nvidia reportou receita de US$ 57,1 bilhões, um aumento de 62% em relação ao ano anterior. O lucro por ação subiu 60%, para US$ 1,30, superando a estimativa de consenso de US$ 1,26. A divisão de data center, principal motor de crescimento da Nvidia, registrou um salto de 66%, atingindo US$ 51,2 bilhões.
O fluxo de caixa permaneceu forte, com o fluxo de caixa operacional subindo para US$ 23,8 bilhões, em comparação a US$ 17,6 bilhões no ano anterior, e o fluxo de caixa livre saltando 65%, para US$ 22,1 bilhões. A empresa encerrou o trimestre com US$ 60,6 bilhões em caixa, menos de US$ 1 bilhão em dívida de curto prazo e US$ 7,5 bilhões em dívida de longo prazo, resultando em reservas de caixa mais de oito vezes superiores às suas obrigações de longo prazo.
A orientação para o trimestre de dezembro projeta uma receita próxima de US$ 65 bilhões, representando um aumento de 65,4% em relação ao ano anterior.
No geral, o caso de investimento na Nvidia continua atraente. A capitalização de mercado da empresa está em US$ 4,45 trilhões, e suas ações subiram 40% no último ano, demonstrando resiliência apesar dos desafios na China.
Liderança de Mercado e Alcance Global da Nvidia
Com uma participação dominante acima de 90% no mercado de GPUs, a liderança da Nvidia é construída não apenas em seus chips Blackwell e Rubin (em breve), mas também em seu ecossistema abrangente, incluindo o software CUDA e a tecnologia NVLink. Essa abordagem integrada faz da Nvidia a fornecedora preferida para uma clientela diversificada, desde grandes operadores de data center até as principais marcas automotivas.
Além disso, a exposição da Nvidia a riscos vindos da China é reduzida pela rápida adoção de IA por nações soberanas. Países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tornaram-se grandes clientes, investindo mais de US$ 100 bilhões em projetos de longo prazo voltados para a construção de infraestrutura digital nacional e diversificação de suas economias.
À medida que mais governos ao redor do mundo incorporam a tecnologia da Nvidia em suas estratégias de IA, a empresa desfruta de uma base de demanda estável, proporcionando uma proteção contra as flutuações cíclicas que frequentemente impactam empresas de tecnologia com exposição geográfica concentrada.
Avaliações dos Analistas para Nvidia (NVDA)
Os analistas atribuíram às ações da Nvidia uma classificação consensual de “Compra Forte”, com um preço-alvo médio de US$ 255,07—sugerindo um potencial de valorização de cerca de 36% em relação aos preços atuais. Dos 49 analistas que cobrem a ação, 43 recomendam “Compra Forte”, três sugerem “Compra Moderada”, dois a classificam como “Manter” e um como “Venda Forte”.
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