Rússia rebate afirmação de Trump sobre petróleo na Venezuela
MOSCOU, 13 de janeiro (Reuters) - Os ativos de petróleo que a Rússia desenvolve na Venezuela pertencem à Rússia, que continuará trabalhando lá, disse Moscou nesta terça-feira, após as alegações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o controle do país sul-americano.
A empresa Roszarubezhneft da Rússia afirmou que todos os ativos da companhia na Venezuela eram propriedade da Rússia e que manteria seus compromissos com os parceiros internacionais no país, informou a agência de notícias TASS.
A Roszarubezhneft, pertencente a uma unidade do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia, foi incorporada em 2020 e, logo em seguida, adquiriu os ativos venezuelanos da empresa estatal russa de petróleo Rosneft após Washington impor sanções, na época, a duas unidades da Rosneft por comercializarem petróleo venezuelano.
Todos os ativos da Roszarubezhneft na Venezuela "são propriedade do Estado russo", em conformidade com as leis da Venezuela, o direito internacional e os acordos entre os dois países, afirmou a empresa em comunicado, segundo a TASS.
PUTIN AINDA NÃO COMENTOU PUBLICAMENTE SOBRE A CAPTURA DE MADURO
Trump falou abertamente sobre controlar as vastas reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo, em conjunto com empresas petrolíferas dos EUA, após prender e encarcerar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, a quem descreveu como um ditador envolvido com o tráfico de drogas aliado dos inimigos de Washington.
Maduro declarou-se inocente.
Os EUA também apreenderam um petroleiro de bandeira russa ligado à Venezuela após uma perseguição de várias semanas.
O presidente russo Vladimir Putin ainda não comentou publicamente sobre a operação dos EUA na Venezuela, mas o ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu que Trump liberte Maduro e defendeu o diálogo.
A Rússia mantém há muito tempo laços estreitos com a Venezuela, abrangendo cooperação energética, vínculos militares e contatos políticos de alto nível, e Moscou tem apoiado diplomaticamente Caracas por anos.
Em novembro, a Assembleia Nacional da Venezuela aprovou uma extensão de 15 anos das joint ventures entre a estatal PDVSA e uma unidade da Roszarubezhneft da Rússia, que operam dois campos petrolíferos na região oeste do país sul-americano.
(Reportagem de Vladimir Soldatkin e Marina Bobrova; edição de Guy Faulconbridge e Bernadette Baum)
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