Os Emirados Árabes Unidos alinharam-se formalmente com um pequeno, porém crescente, grupo de países que tratam a mineração de Bitcoin como infraestrutura ligada ao Estado. Ao mesmo tempo, um minerador que estava inativo desde os primeiros dias da rede movimentou US$ 181 milhões em BTC.
Anúncios recentes circulando nas redes sociais afirmam que o governo dos Emirados Árabes Unidos agora patrocina operações de mineração de Bitcoin alimentadas pelo grande suprimento de gás natural do país. O fundador da Binance, CZ, comentou que os Emirados Árabes Unidos “já estão minerando há algum tempo”, acrescentando que o pico de demanda de energia do país dura apenas três dias no verão e que a capacidade cobre esse período, deixando energia excedente para o restante do ano, parte da qual é convertida em Bitcoin.
A Arkham Intelligence relatou em agosto de 2025 que os Emirados Árabes Unidos acumularam cerca de 6.300–6.450 BTC, avaliados em cerca de US$ 700 milhões na época, por meio de mineração apoiada pelo Estado realizada via Citadel Mining. O país considera a mineração de Bitcoin parte de sua infraestrutura estratégica, colocando-a na mesma categoria que data centers, telecomunicações e projetos energéticos.
A política em toda a federação não é uniforme. Em setembro de 2025, o Emirado de Abu Dhabi proibiu a mineração de criptomoedas em terras agrícolas e introduziu multas de até AED 100.000 para violações, a fim de proteger os recursos energéticos e as regras de uso da terra.
Relatórios também observam que governos de El Salvador, Butão, Japão, Rússia e Irã estão envolvidos ou patrocinam a mineração de Bitcoin em diferentes formas. El Salvador, que adotou o Bitcoin como moeda legal em 2021 antes de reverter essa decisão em 2025, ainda possui 7.517 BTC e minerou 474 BTC nos últimos três anos, utilizando energia geotérmica de vulcões.
O Butão revelou em 2023 que minerava Bitcoin secretamente desde 2018, produzindo cerca de 55–75 BTC por semana, e usou os lucros para ajudar a financiar salários de funcionários públicos e serviços públicos. A Etiópia tem acordos com mineradores internacionais para utilizar excedente de energia hidrelétrica, enquanto o Irã legalizou a mineração em nível estatal em 2019. No entanto, posteriormente fechou 100 fazendas ilegais em 2025 e suspendeu periodicamente até operações legais durante períodos de escassez de energia.
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});Paralelamente à atividade estatal, dados on-chain mostram renovado movimento de mineradores antigos. Julio Moreno, da CryptoQuant, relatou que um minerador ativo na “era Satoshi” movimentou cerca de US$ 181 milhões em Bitcoin, marcando a primeira atividade desse grupo desde novembro de 2024, quando o BTC era negociado próximo a US$ 91.000.
Sani, fundador da TimechainIndex, publicou dados da blockchain indicando que um minerador controlando fundos em 40 carteiras Pay-to-Public-Key enviou 2.000 BTC, provenientes de recompensas de bloco que estavam inativas desde 2010, para carteiras associadas à exchange Coinbase.
Relacionado: Eric Trump chama instalação americana de mineração de Bitcoin de ‘prova viva’ do cripto



